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Instrumento terapêutico antiqüíssimo, a hipnose avança num plano científico atingindo, nos dias de hoje, lugar condigno entre as ciências médicas. Longe de ser um espetáculo de palco, em que alguém entra em sono profundo através de comandos sugestivos, estamos falando de hipnose terapêutica, um fenômeno natural que tem base em alicerces fisiológicos, não possuindo nenhuma aproximação com encantamentos ou magias.
O uso de técnicas de hipnose na psicoterapia permite que a pessoa aprenda a usar bem suas qualidades, seus defeitos, suas coisas resolvidas e coisas a resolver num estilo e num ritmo próprio, e ainda a conhecer um potencial inconsciente, inato e disponível que pode ser desfrutado naturalmente, e que funciona como ferramenta de mudança e crescimento pessoal.
Segundo Prof. Eudes Alves Presidente da ABRAMENTE ( Associação Brasileira de Saúde Mental). "A hipnose facilita as mudanças positivas na vida das pessoas, todos podem aprender usar os recursos da hipnose em seu próprio benefício (auto-hipnose). Toda pessoa já usou a hipnose de forma direta ou indireta, sem saber que o que fazia era hipnose. A mãe quando sussurra a canção de ninar para tranqüilizar o seu filho, faz hipnose. O general comandando suas tropas, faz hipnose.
O político na tribuna, faz hipnose. O pastor faz hipnose. O apresentador na TV, faz hipnose. O religioso rezando, faz hipnose. Hipnose não é só transe formal. Hipnose é comunicação e emoção.
A hipnose não é sono. A pessoa hipnotizada sempre está no controle de todos os seus atos, embora às vezes, a pessoa hipnotizada, pareça estar "inconsciente", aparentemente dormindo, sem se lembrar de nada" ao sair do transe (amnésia pós hipnótica).
Mas na VERDADE... a pessoa hipnotizada, lembra de tudo, e realiza somente aquilo que sua parte moral lhe permita realizar. Toda emoção intensa é hipnose. Até mesmo a anestesia pode ser obtida em total estado de vigília, a hipnose não é perigosa, nem prejudicial."
No Brasil, desde a década de 50 a Hipnose Clínica vem sendo estudada e reconhecida como técnica terapêutica eficaz. O Conselho Federal de Psicologia, no ano de 2001, aprovou e regulamentou, através da resolução CFP Nº 013/00, o emprego da hipnose como recurso auxiliar no trabalho do psicólogo devidamente capacitado para a aplicação da técnica, atendendo o disposto na alínea "a" do Artigo 1º do Código de Ética Profissional do Psicólogo. O CRP reconhece tratar-se de uma prática terapêutica com uma história que revela absoluta eficácia científica.
A hipnose científica atinge lugar condigno entre as Ciências Médicas. Os Conselhos Federais de Medicina, Psicologia, Odontologia e Terapia Holística aprovam a utilização da hipnose como uma eficiente técnica com a qual profissionais habilitados obtém com seriedade e ética um valioso benefício no diagnóstico e na solução de problemas.
ALGUMAS INDICAÇÕES PARA O TRATAMENTO COM HIPNOSE
ADQUIRIR BONS HÁBITOS DE SAÚDE.
ELIMINAR OS MAUS HÁBITOS.
REDUZIR O PESO E CONTROLÁ-LO.
DEIXAR DE FUMAR OU FUMAR MENOS, COM MODERAÇÃO.
DEIXAR DE BEBER OU BEBER COM MODERAÇÃO.
VENCER A INSÔNIA.
REALIZAR SEUS AFAZERES SEM TENSÃO NERVOSA.
VENCER A ANGÚSTIA E O NERVOSISMO.
ELIMINAR O CANSAÇO CRÔNICO.
VENCER A DEPRESSÃO E O MAU HUMOR.
CONSEGUIR MAIOR FELICIDADE SEXUAL NO SEU CASAMENTO E FAZER DA UNIÃO CONJUGAL UM SUCESSO.
RESOLVER PROBLEMAS SEXUAIS ESPECÍFICOS, COMO A FRIGIDEZ, A IMPOTÊNCIA E ABERRAÇÕES SEXUAIS.
ENCONTRAR AMOR, ACEITAR AMOR, DAR AMOR E COMPARTILHAR DO AMOR.
GANHAR MAIS DINHEIRO E ALCANÇAR MAIS SUCESSO NA VIDA.
CONTROLAR AS SUAS EMOÇÕES E ELIMINAR TODAS AS EMOÇÕES DOENTIAS COMO A ANGÚSTIA, ÓDIO, EGOÍSMO, CIÚME, VAIDADE, MEDOS, AGRESSIVIDADE, ETC.
A EFICÁCIA DA HIPNOSE
Pesquisas e provas irrefutáveis de alterações neurológicas durante o transe foram encontradas, os exames eletroencefalogramas (EEG) e as tomografias por emissão de pósitrons (PET) apontam as áreas do cérebro que são ativadas durante atividades cerebrais específicas.
Atualmente temos grande conhecimento e sabemos que as freqüências nos cérebros humanos alteram-se natural e automaticamente conforme o estímulo que recebem, é um estado que ocorre todos os dias em algum grau de profundidade em todos os cérebros normais (vendo um filme, contemplando as nuvens no céu, ouvindo uma melodia, assistindo a um discurso interminável...).
Durante o transe hipnótico, a mente está por um certo tempo hiper-focalizada e com o auxílio de um agente externo (terapeuta) o estado de transe favorece a localização do foco ou ponto de origem do problema, a partir desse conhecimento se torna possível a emersão dos conteúdos inconsciente que produzem os sintomas e os problemas, sendo então possível realizar-se a ressignificação de crenças e comportamentos e assim, mudar o padrão de funcionamento e obter a solução.
À medida que a hipnose clínica vem sendo reconhecida pela sua eficácia, cada vez mais vem sendo procurada, o profissional que hipnotiza não exerce nenhum poder mágico sobre o paciente, pois este só entra em transe hipnótico se aceitar e desejar experimentar aquilo que lhe é oferecido e só fazendo o que está em harmonia com seus conceitos éticos e morais.
Ainda que a maior parte das pessoas (95% da população) possa entrar em algum grau das cinco diferentes etapas de transe hipnótico (hipnoidal, leve, média, profunda e sonambúlica), nem todos atingem graus profundos de transe; aqueles que entram facilmente possuem uma maior capacidade de concentração focalizada.
Ainda que possa se conseguir hipnose rápida, isso não determina que o tratamento também seja rápido e, ao contrário do que algumas pessoas acreditam, é absolutamente IMPOSSIVEL alguém entrar em transe e não voltar, pois o transe hipnótico é o resultado que se obtém quando as freqüências cerebrais se posicionam entre aquele momento em que o indivíduo está acordado e aquele em que está dormindo, portanto, como no sono fisiológico, acordará segura e invariavelmente.
O estado hipnótico pode ser induzido por estimulações fortes: entusiasmo, agitação, dança, etc.; ou por estimulações suaves e rítmicas: música, relaxamento, meditação, etc..
A hipnose está vinculada ao sistema límbico e ao hipotálamo ( centros cerebrais que regulam as emoções básicas), interagindo com todas as funções do organismo através do sistema simpático e parassimpático, ( como acontece em qualquer emoção), tendo ainda a participação das áreas corticais específicas de cada função seletiva ( Damásio "O Erro de Descartes"; LeDous "O Cérebro Emocional").
Hoje as técnicas modernas da eletroencefalografia computadorizada (mapeamento cerebral), e do TEP (termógrafo de positrons), confirmam a natureza psicodinâmica e neurofisiológica da hipnose, muito diferente do estado de sono que antigamente pensava-se que fosse. A hipnose não é sono. A hipnose se assemelha muito ao estado de sono paradoxal (sonhos), onde estão presentes as ondas cerebrais lentas (ritmo alfa e teta ).
Durante a hipnose existe uma certa sintonia entre os padrões da atividade elétrica cerebral do hipnotizador e os da pessoa hipnotizada (interação inconsciente), isto é mais evidente no chamado processo de captação ou trans-identificação (o que favorece muito a indução).
"A Hipnose é a habilidade de entrarmos em contato com a nossa capacidade de otimização e criatividade, vencendo nossos limites. A hipnose é a ciência voltada para a expansão do potencial humano" ( Brian Weiss).
Mesmo que a hipnose tenha sido inicialmente desenvolvida como um método de cura (Mesmer), ela por sí não cura nada. Ela é uma emoção límbica como qualquer emoção do nosso dia-a-dia, sua utilidade na educação e reprogramação do comportamento supera qualquer outro procedimento, porque polariza a atenção de forma seletiva e concentrada, facilitando a programação do subconsciente. Por meio dela podemos desenvolver as habilidades represadas, liberando o potencial do nosso inconsciente. Todos deveríamos aprender usar esse recursos desde criança. (Veja Relaxamento para Crianças).
HISTÓRICO DA HIPNOSE.
DO ANTIGO EGITO AO SÉCULO XXI.
A hipnose vem sendo usada pelo homem desde a mais remota antigüidade. Povos antigos como os Egípcios, Caldeus, Babilônicos e Gregos já faziam uso dela. Alguns papiros descrevem com detalhes o uso da hipnose na medicina do antigo Egito.
No passado pensava-se que a hipnose fosse produzida por um poder misterioso, um "dom sobrenatural" reservado somente a poucas pessoas escolhidas... hoje sabemos que a hipnose faz parte do comportamento psicodinâmico normal do homem, não se diferencia dos estados emocionais comuns, como veremos mais adiante.
No século XVIII, o médico austríaco Franz Anton Mesmer, defendeu a tese que a hipnose era produzida por um "fluído universal" (energia) do qual fazia parte todas as coisas do universo, denominando ainda, esse fluido, nos corpos vivos, de "magnetismo animal", devido as suas características de fluxo e refluxo, atração e repulsão, semelhante ao magnetismo mineral (segundo os 27 aforismos por ele publicados em Paris, em 1776).
Como a sua teoria, à respeito da hipnose, não pôde ser confirmada, ele foi destratado e considerado um charlatão. Mesmer estava 200 anos à frente do conhecimento de sua época ao pensar que o universo era composto de uma única energia que se modifica segundo a vibração. Mesmer morreu pobre em 1815, em Weiler sua terra natal.
Em 1842, foi a vez do médico inglês James Braid redefinir e "rebatizar" a hipnose, dando-lhe o nome de hipnotismo, considerando-a um sono artificial produzido pelo cansaço do nervo óptico.
No mesmo século XIX, o grande neurologista francês, Jean-Martin Charcot, considerado o criador da neurologia, pensava que a hipnose fosse um estado patológico, produto da histeria ("doença" que ele havia descrito com luxo de detalhes). Charcot dividia a hipnose em três estados bem diferenciados: letargia, catalepsia e sonambulismo.
Coube a outro médico francês, Henry Bernheim, demonstrar que a hipnose não era um estado patológico, e sim um estado psicodinâmico normal, produzido pela sugestão, e que as pessoas, quando, mais inteligentes e normais, melhor e mais facilmente entram em hipnose profunda. Demonstrou também que os três estados descritos por Charcot, eram produtos da sugestão.
No final do século XIX, outro médico de Viena, Sigmund Freud, após ter feito um estágio com Charcot, na Salpetriere, e mais tarde com Bernheim, em Nancy, começou usando a hipnose como procedimento terapêutico. Procurando que as pessoas em estado hipnótico, voltassem a reviver ou lembrar os episódios (traumas) que deram origem aos seus sintomas.
E assim conseguia cura-las (hoje poderíamos chamar aquele procedimento de Freud de técnica de "regressão de memória"). Mais tarde, o próprio Freud desenvolveu um novo método de cura, modificando o seu método inicial apoiado na hipnose. Este novo método denominado Psicanálise, baseado na associação de idéias e na interpretação dos sonhos (1900), deixa de lado o uso da hipnose.
Enquanto isto, na Rússia, o grande fisiologista Ivan Petrovich Pavlov, demonstrou por meio do estudo dos reflexos condicionados, que a hipnose é uma forma de resposta do sistema nervoso central, comum ao homem e aos animais. Seu discípulo Bikov, demonstrou também, que todos os órgãos internos respondem ao mecanismo do condicionamento reflexo ( "El Trabajo de la Corteza Cerebral", Moscou).
Por sua vez K. Platonov, outro discípulo de Pavlov, demonstrou que a palavra, no estado hipnótico, podia modificar as funções de todo o organismo, corrigindo e alterando os reflexos condicionados. Isto tornou possível o controle das funções dos órgãos internos por meio do treinamento reflexo e da hipnose ( " La Palabra como Factor Fisiológico y Terapeutico", Moscou, 1958 ).
Embora Pavlov, erroneamente, chegou também a pensar que a hipnose fosse uma "inibição cortical, semelhante ao sono" (naquela época a fisiologia dos mecanismos cerebrais ainda não era bem conhecida, e muito menos a bioquímica do sistema nervoso). Mesmo assim, a reflexologia pavloviana abriu uma enorme possibilidade de pesquisa sobre os mecanismos neurofisiológicos da hipnose. Demonstrando de modo inquestionável a realidade da resposta hipnótica e o seu valor terapêutico.
A partir da década de 50, médicos e psicólogos americanos, passam a estudar a hipnose mais profundamente, estudando o comportamento das pessoas em hipnose e a atividade elétrica cerebral, chegaram assim a compreender melhor a natureza psico-dinâmica da hipnose.
Destacando-se os trabalhos dos doutores: Clark Hull, Davis & Husban, Le Cron, Bordeaux, Milton V. Kline ("Hipnose e Psicologia Dinâmica", Paidos), Wolberg ("Hipnoanálise", Paidos) e Milton Erickson (Hipnose Clínica e Experimental); este último considerado o criador da chamada "Hipnose Moderna" ou hipnose Ericksoniana, tão difundida hoje em dia.
Hoje sabemos que a hipnose nada tem a ver com o sono. Ela se assemelha mais com o sonhar (atividade REM), com a ensonhação, com a meditação e com os estados alterados de consciência (transe).
A hipnose faz parte da vida psíquica normal do homem, não é patológica nem perigosa. Toda comunicação é hipnose. Toda emoção intensa é hipnose. "A hipnose é um estado emocional intensificado (emoção estabilizadora ou alteradora) , usado por todas as mães desde o nascimento de seus filhos" ( Galina Solovey e Anatol Milechnin). A hipnose é comunicação de idéias, presente em toda comunicação humana. "Tudo é hipnose, nada é hipnose" diz Richard Bandler e John Grinder ( "Sapos em Príncipes" e "Atravessando". Editora Summus).
Toda hipnose é auto-hipnose. Ninguém pode ser hipnotizado contra sua vontade. A pessoa hipnotizada está sempre no comando. O hipnotizador é um mero instrutor que ensina as pessoas a trabalharem seus estados alterados de consciência ( Charles Tart ), seus estados emocionais intensificados ( Galina Solovey) ou seu psicotranse (Eliezer C. Mendes).
Polícia do Paraná elucida mais de 600 crimes com ajuda da hipnose.
Quem houve falar em hipnose e só se lembra de Mandrake, o mágico dos quadrinhos, e de David Copperfield, o ilusionista-marqueteiro americano, precisa rever seus conceitos. Praticando o hipnotismo há 25 anos, o psicólogo e psiquiatra paranaense Rui Fernando Cruz Sampaio, 48 anos, já ajudou a polícia a elucidar mais de 600 crimes, de atropelamentos a estupros, assaltos e homicídios.
Há quatro anos à frente do Laboratório de Hipnose Forense do Instituto de Criminalística do Paraná, único na América Latina, Sampaio recebe diariamente ofícios de delegados, promotores e juízes para que hipnotize vítimas e testemunhas de crimes que sofreram amnésia parcial ou total decorrente do trauma sofrido. “Enfrentei alguma descrença no início, mas a eficácia da técnica garantiu sua credibilidade. Mostrei que a hipnose de palco é uma coisa e a científica é outra bem diferente”, conta Sampaio.
Para mostrar a importância do uso forense da hipnose - utilizada desde a antiguidade, mas para muitos ainda sinônimo de magia e charlatanismo -, ele vai lançar um livro contando casos como o da dona de um pensionato que, dois anos depois de ter visto o assassino, conseguiu ter sua memória regredida até a data do crime e fazer um retrato falado. O criminoso foi preso. Em Ponta Grossa (PR), dois adolescentes que testemunharam um atropelamento lembraram, após a hipnose, a cor e a marca do carro usado na fuga da cena do crime: um Ômega azul.
Assassinato - Em outro caso, Sampaio atendeu uma mulher que presenciou o assassinato de seu marido. Cerca de 16 anos depois do homicídio, ela foi hipnotizada e teve sua memória regredida até a data do crime. “Ela tinha uma grande clareza de tudo o que aconteceu no momento do crime. Aquela senhora reviveu o fato” disse Sampaio. Com as informações resgatadas, foi possível fazer o retrato-falado do homicida. A mulher também conseguiu lembrar como o marido foi morto: a golpes de enxada. “Ela viu um ‘filme’ de como tudo aconteceu e ficou bastante emocionada com a lembrança do marido assassinado”, completou.
Com o passar dos anos, as técnicas foram sendo aperfeiçoadas e atualmente o resultado das investigações auxiliadas pela hipnose são bastante expressivos “Hoje, o índice de confiabilidade das informações obtidas numa sessão de hipnotismo é de praticamente 90%” afirmou Sampaio.
Andarilho - Em maio de 2001, um jovem andarilho aparentando 20 anos de idade vivia perambulando pelas ruas de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. Indagado sobre sua família e o lugar onde morava, o rapaz demostrou sinais de amnésia. Lembrava-se apenas que viveu com um grupo de ciganos. Encaminhado ao laboratório do Instituto de Criminalística da Polícia Civil do Paraná, o jovem foi submetido ao processo de hipnotismo e mais um caso surpreendente foi elucidado.
Em transe, ele descreveu uma cidade, um rio, uma praça e uma fábrica de sucos. Entre suas revelações, houve constante repetição das palavras esplanada e estância. Durante a sessão, o andarilho também conseguiu lembrar do seu apelido de infância, Cuca, e o do seu irmão, Biro-biro. Após as investigações, descobriu-se que Esplanada era uma cidade na Bahia e Estância outra em Sergipe, separadas por 88 quilômetros. A polícia entrou em contato com assistentes sociais nas duas cidades nordestinas e conseguiu localizar uma família em Esplanada. A cidade baiana é igual à descrição dada pelo jovem durante a sessão de hipnotismo.
Após o encontro com a família, foram realizados exames de DNA para verificar o laço familiar. Comprovado o parentesco, descobriu-se que o jovem havia sido raptado por ciganos que passavam pela cidade quando tinha oito anos. Antes de viver em Fazenda Rio Grande o menino havia morado em Belo Horizonte, em Minas Gerais, e São Paulo. Depois que começou a sofrer maus tratos da família de ciganos, ele decidiu fugir.
A hipnose não se constitui na prova em si, mas através da hipermnésia (potencialização da memória) tem se constituído em elemento importante, trazendo à tona detalhes para a investigação criminal que estão esquecidas devido ao trauma psicológico sofrido pela vítima ou testemunha. Todavia, cabe às provas testemunhais, através da investigação e ao laudo pericial, que representa a materialidade do delito, as provas em si.
DESFAZENDO MITOS
Na hipnose o indivíduo não dorme, não há perda de consciência e, o princípio ético-moral da pessoa é preservado, não ficando, conseqüentemente, à mercê da vontade do hipnotista. Dessa forma, sob hipnose, o sujeito não cometerá atos que, de alguma forma, afrontem a sua moral, sua dignidade ou disposição pessoal.
Uma dessas aplicações é a possibilidade de regressão do paciente à lembrança de fatos passados, distantes no tempo. Pela hipnose é possível a regressão de memória, em dias, meses e até mesmo anos. Aqui se encontram as aplicações em vítimas ou testemunhas de um crime, uma vez que fatos passados são relevantes para as investigações policiais.
No Brasil, o Instituto de Criminalística do Paraná é o primeiro, desde 1.983, na associação da hipnose como técnica auxiliar as investigações criminais e, também, na confecção do Retrato-Falado. Tais experimentos obtiveram ótimos resultados, tendo sido criado oficialmente em dezembro de 1.999, o primeiro Laboratório de Hipnose forense, considerando o único do país.
APLICAÇÃO DA HIPNOSE EM CASOS DE CRIME
Geralmente é utilizada quando a vítima ou testemunha de um crime, sofreu traumas decorrentes da violência empregada pelo agressor ou por qualquer outro motivo, que resulte em bloqueio mental e, por isso, não consegue descrever o criminoso e nem fatos que ocorreram. Muito utilizada em casos de assalto, seqüestro, estupro e atropelamentos em que a vítima ou testemunha está com amnésia total ou parcial em relação aos detalhes gerais ou fisionômicos que observou e não consegue descrever.
Hoje, conhecemos a hipnose não mais vinculada aos antigos preconceitos que associava ao esoterismo, mágica ou charlatanismo. Adquiriu o respeito da comunidade científica constituindo-se num campo de estudo de vasta aplicação.
ISTOÉ ONLINE 24/09/2003.
A MENTE HUMANA E SUAS PROGRAMAÇÕES
A mente humana grava e executa tudo que lhe é enviado, seja através de palavras, pensamentos ou atos, seus ou de terceiros, sejam positivos ou negativos, basta que você os aceite. Essa ação sempre acontecerá, independente se traga ou não resultados positivos para você. Um cientista de Phoenix - Arizona - queria provar essa teoria. Precisava de um voluntário que chegasse às últimas conseqüências. Conseguiu um em uma penitenciaria. Era um condenado à morte que seria executado na penitenciária de St Louis no estado de Missouri onde existe pena de morte..
Propôs a ele o seguinte: ele participaria de uma experiência científica, na qual seria feito um pequeno corte em seu pulso, o suficiente para gotejar o seu sangue até a ultima gota final. Ele teria uma chance de sobreviver, caso o sangue coagulasse. Se isso acontecesse, ele seria libertado, caso contrário, ele iria falecer pela perda do sangue, porém, teria uma morte sem sofrimento e sem dor. O condenado aceitou, pois era preferível do que morrer na cadeira elétrica e ainda teria uma chance de sobreviver.
O condenado foi colocado em uma cama alta, dessas de hospitais e amarraram o seu corpo para que não se movesse. Fizeram um pequeno corte em seu pulso. Abaixo do pulso, foi colocado uma pequena vasilha de alumínio. Foi dito a ele que ouviria o gotejar de seu sangue na vasilha. O corte foi superficial e não atingiu nenhuma artéria ou veia, mas foi o suficiente para que ele sentisse que seu pulso fora cortado.
Sem que ele soubesse, debaixo da cama tinha um frasco de soro com uma pequena válvula. Ao cortarem o pulso, abriram a válvula do frasco para que ele acreditasse que era o sangue dele que está caindo na vasilha de alumínio. Na verdade, era o soro do frasco que gotejava. De 10 em 10 minutos, o cientista, sem que o condenado visse, fechava um pouco a válvula do frasco e o condenado pensava que era seu sangue que estava diminuindo. Com o passar do tempo, foi perdendo a cor e ficando fraco. Quando os cientistas fecharam por completo a válvula, o condenado teve uma parada cardíaca e faleceu, sem ter perdido sequer uma gota de sangue.
O cientista conseguiu provar que a mente humana cumpre, ao pé-da-letra, tudo que lhe é enviado e aceito pelo seu hospedeiro, seja positivo ou negativo e que a morte pode ser orgânica ou psíquica.
Essa história é um alerta para filtramos o que enviamos para nossa mente, pois ela não distingue o real da fantasia, o certo do errado, simplesmente grava e cumpre o que lhe é enviado.
"Quem pensa em fracassar, já fracassou mesmo antes de tentar".
Revista "Super Interessante" de Julho 2002.
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